segunda-feira, 13 de novembro de 2017

À conversa com o Presidente do Conselho Geral


Com o objetivo de dar a conhecer à comunidade o Conselho Geral do nosso agrupamento, o Clube de Jornalismo foi entrevistar a pessoa mais indicada para o apresentar, o seu presidente e docente do agrupamento, Prof. João Plácido Domingues.

Trabalhando há 22 anos na Escola Cristina Torres, o Professor Plácido, como é mais conhecido, preside a este “órgão de direção estratégica” desde o ano letivo transato. Mostrando-se alegre e orgulhoso da função que desempenha, partiu da definição oficial de “Conselho Geral” para nos apresentar o funcionamento e a importância deste órgão no seio da comunidade educativa – “órgão de direção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da atividade da escola”. 

O Conselho Geral é, parafraseando o entrevistado, o órgão que reúne representantes de toda a comunidade educativa – professores, funcionários, alunos, pais e comunidade local. Cabe-lhe definir as “linhas orientadoras”, ou seja, os objetivos principais mais adequados ao agrupamento, em função da região onde este se integra. São estes objetivos que o Diretor e o Conselho Pedagógico vão tentar cumprir. Cabe ao Conselho Geral monitorizar o cumprimento desses mesmos objetivos, eleger o diretor do Agrupamento, entre outras funções.

Mas quem está representado em Conselho Geral e como é composto este órgão? 

Segundo o decreto legislativo que o define, os elementos do Conselho Geral devem “ser em número ímpar não superior a 21”. No caso do nosso agrupamento, estão presentes oito representantes do corpo docente (um representante para o Pré-Escolar, um para o 1.º CEB e outro para o 2.º CEB; cinco representantes do 3.º CEB e Secundário) e ainda dois representantes do pessoal não docente; um representante dos alunos; quatro representantes dos pais e encarregados de educação; três representantes da autarquia; três representantes da comunidade local e o diretor do agrupamento.

Os representantes de docentes, não docentes (o total destes dois últimos representantes, nunca pode ultrapassar os 50%), alunos e pais e encarregados de educação são eleitos para o cargo, pelos seus pares; os representantes da autarquia são designados pela mesma e os representantes locais são cooptados pelos demais membros do Conselho Geral. À exceção de pais, encarregados de educação e alunos, os restantes representantes cumprem um mandato de quatro anos.

No nosso agrupamento, representam a comunidade local: os Bombeiros Municipais da Figueira da Foz, o Ginásio Clube Figueirense e a empresa Silvas SA, Engenharia Industrial.

O Presidente do Conselho Geral é eleito por escrutínio secreto, entre todos os membros do mesmo órgão, excetuando o representante dos alunos e o Diretor do Agrupamento. 

Quando questionado acerca do porquê de se ter candidatado a membro do Conselho Geral, o Prof. João Plácido respondeu que o considera um dever cívico, que deriva da natural afeição que tem pela casa onde trabalha há 22 anos e ainda porque acredita no potencial do nosso agrupamento, devido às características únicas que este elenca: a oferta nos diversos níveis de ensino, a qualidade e profissionalismo dos quadros de pessoal docente/não docente, o ambiente de amizade e camaradagem entre todos os elementos da comunidade e as ambições dos alunos que, morando a distâncias consideráveis das escolas e sendo provenientes do meio rural, na sua maioria, escolhem o nosso agrupamento para os ajudar a atingir o sucesso.

Com que regularidade se reúne o Conselho Geral?

Reúne-se uma vez por período, de forma ordinária, e assume uma vertente extraordinária quando se reúne para tratar de assuntos de carácter específico, podendo nesta situação ser convocado pelo seu presidente, requerido por um terço dos seus membros ou solicitado pelo Diretor. As atas das reuniões são tornadas públicas na sua maioria, excetuando as que tratam de assuntos sensíveis.

Resumindo, o Conselho Geral é o órgão que, parafraseando o seu atual Presidente, visa o melhoramento do agrupamento; tendo um papel de conciliação, de diálogo, de participação e de orientação, cabe ao Conselho Geral encontrar a solução adequada para qualquer contrariedade. Este Conselho tem como objetivo principal o sucesso dos alunos e trabalha para que toda a comunidade educativa se sinta integrada na escola. 

O Clube de Jornalismo agradece ao Professor João Plácido a disponibilidade e o material disponibilizado para a realização desta entrevista.

G. Margato
Clube de Jornalismo

domingo, 12 de novembro de 2017

Crónica do mês - As pessoas mais infelizes do mundo são aquelas que recolhem lixo

As pessoas mais infelizes do mundo são aquelas que recolhem lixo. E por isso, Rodrigo é uma delas, apesar de só o ter feito uma vez na sua vida.

Foi numa descarga de adrenalina que decidiu pegar num saco do lixo e numa luva e recolher todo o lixo que encontrasse durante o caminho “casa – escola”. Sorte a dele que só levou um saco e só pôde encher esse. Se levasse cinco, encheria seis!

Ninguém sabe o seu sofrimento ao fazer aquela fácil tarefa. Cada objeto colocado no saco, cada facada no coração. Imaginar que, se não houvesse pessoas com aquele trabalho imundo e desvalorizado, desgastante e necessitado, todo o mundo seria aquilo que residia agora no saco de Rodrigo: uma imensa bola de sujeira. Que infelicidade na sua cara! Até as lágrimas de raiva tinha que reprimir…

Como qualquer adolescente, não pôde resistir a gravar um vídeo. Revoltadíssimo com a sociedade, rematou o grande final, dizendo:

- Convido, por fim, cada um de vocês a pegar num saco do lixo e numa luva e a ir para uma rua com lixo (há muitas, não é difícil de encontrar) e apanhar o lixo, pelo menos até o saco ficar cheio (também não será difícil). Experimentem ver o mundo com outros olhos!

Camila Gonçalves



Soneto de Homenagem a Bocage

Magra, de olhos negros, pálida tez,
Bem servida de pés, grande a altura,
Feliz de fachada, e de figura,
Veias coloridas, se bem as vês

Falta nela há de bonito enredo,
Cantoria alegre, certamente cura,
Desgosto na espera, no que não dura,
Forte na fala, do escurinho medo

De memórias explode a cabeça,
Repetidas histórias contadas,
Embora tudo, lhe falta sentença

Eis Camila, com talento pouquinho,
Saíram dela mesma estas verdades,
Quando lhas pediram, de mansinho.

Camila Gonçalves


Exposição de fotografia

O Clube de Jornalismo apresenta até ao final do mês a exposição de fotografia "Escrito na pele", preparada pela Mariana Cabete e pelo Luís Costa. Trata-se de uma mostra de 14 fotografias de tatuagens, expostas no jornal de parede "Linhas do Norte".


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Ao teatro com alunos e professores do Agrupamento de Escolas Figueira Norte

Os alunos das turmas do 9.º ano (e alguns elementos do grupo de teatro) do Agrupamento de Escolas Figueira Norte, no âmbito do programa da disciplina de Português, tiveram oportunidade de assistir à representação da peça Embarcação do Inferno, pela companhia de teatro Escola da Noite, numa adaptação do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.
O evento teve lugar no grande auditório do CAE da Figueira de Foz, no passado dia 3 de novembro de 2017, pelas 10:30.
Cento e dezassete alunos, acompanhados por sete professores, usufruíram de um espetáculo formidável “em casa”, e do qual todos gostaram e admiraram o desempenho dos atores.
Para além do lado cultural do evento, e da tentativa de criar nos jovens o interesse por atividades artísticas, os professores da disciplina acreditam ter sido esta a forma ideal de motivação dos alunos para o estudo da obra ao longo de algumas aulas.


terça-feira, 7 de novembro de 2017

Vibe e Bolt

Chegou a semana mais dinâmica do ano letivo na nossa escola: durante os próximos dias haverá música ao gosto das camadas mais jovens, chuvas de rebuçados, um debate… de tudo um pouco. Falo da semana das eleições para a associação de estudantes da Escola Cristina Torres.
Este ano concorrem a este órgão representativo dos alunos duas listas: a lista Vibe e a lista Bolt, ambas encabeçadas por alunas do 12.º ano da nossa escola. Para além de muita animação nesta primeira semana, ambas as listas apresentam projetos de âmbito lúdico (torneios de videojogos, música nos intervalos, comemorações diversas), desportivo (torneios de diversas modalidades), educacional (por exemplo: Assembleia Geral de Alunos, no caso da lista Bolt; Banco de Resumos, Fichas e testes, no caso da lista Vibe) e solidário (recolhas de bens diversos).

Cabe-te a ti, estudante da Escola Cristina Torres, ponderar e decidir quem consideras mais habilitado para te representar na tua associação de estudantes!

Gonçalo Margato
Clube de Jornalismo

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Gil Vicente é um espetáculo

A comemorar os 500 anos da primeira representação do Auto da Barca do Inferno, o CAE apresentou o espetáculo da Escola da Noite e do Cendrev sobre este auto de moralidade. Peça do dramaturgo estudada no 9º ano de escolaridade, cheia de sátira e de humor, retrata bem uma sociedade em que a “cárrega” do Mal é tão grande que só os parvos e os cruzados se salvam das garras do diabo. Aconteceu na sexta e no sábado, dias 3 e 4 de novembro. 

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À conversa com o Presidente do Conselho Geral