terça-feira, 25 de abril de 2017

Naquele Castelo

Uma enorme família
Num castelo vivia
Eram sete os irmãos
Que discutiam noite e dia

O rei farto das discussões
Um desafio lançou
Cada um dos irmãos
Atentamente o escutou

Partiram os sete irmãos
Cada um no seu caminho
Em busca do diamante
Escondido no moinho

O prazo era curto
Um mês lhes foi dado
Andavam preocupados
A passo apressado

O caminho era longo
Mas no fim eles estavam
Iam lá imaginar
Que os dragões os esperavam

Ao verem os dragões
Todos se juntaram
E todos juntos
Os enfrentaram

A tarefa não foi fácil
Mas os dragões derrotaram
E com o diamante
Ao castelo regressaram

Ao rei foi entregue
O belo diamante
Pararam de discutir
Foi o mais importante

Beatriz Carrapato

Nº5    7ºB

terça-feira, 18 de abril de 2017

Crónica de abril - O Conservatório

Uma menina com olhos grandes e com cabelos loiros encaracolados está à porta da sala 9. A mãe dela acabou de entrar para a sala e neste momento fala com a professora.
Eu permaneço sentada no sofá amarelo à espera de entrar para a sala 8 e fazer a minha última audição de guitarra.
De repente, enquanto continuo a observar a menina que mantém os seus olhos pregados no chão para não cruzar o olhar comigo, a porta da sala 5 abre-se e sai de lá o Raul, erguendo uma coca-cola acima da cabeça:
- A Rodrigues ainda não acabou? – pergunta.
- Ainda não aplaudiram vez nenhuma, por isso ou foi péssimo ou ainda não acabou a primeira música. - Encosto o meu ouvido à porta para confirmar a minha afirmação.
O Raul faz um grunhido e volta a entrar na sala deixando a porta aberta. Quando me volto a sentar cruzo, finalmente, o olhar com a menina e não resisto em dizer algo:
- Olá! Como é que te chamas?
Ela parece bastante assustada com a minha pergunta. De repente eu lembro-me de que estou a falar com uma criança que muito provavelmente foi ensinada a não falar com estranhos. “Mas no Conservatório, todos são conhecidos!”- pensei:
- Eu chamo-me Sara! Vou fazer uma audição de guitarra agora! Que instrumento tocas?
Ela sorriu e, muito mais solta, respondeu:
- Piano.
Dou por mim a desejar que aquela pequena garota seja muito feliz naquele lugar, tão feliz como eu fui!
Falámos um pouco antes de eu entrar para a sala. Apresentei-a ao Raul e à Mafalda. Disse-lhe que havia também a Rodrigues, a atuar no momento e, enquanto falava, percebi que me ia despedindo de tudo aquilo. Perguntei-lhe se já conhecia os funcionários e lembrei-me de todas as traquinices que lhes fiz. Contei-lhe que o melhor andar era o último, onde podíamos gritar e cantar mais alto, mas que o melhor piano era o da sala 8 e que havia uma sala de dança no rés-do-chão.
De repente a porta abre-se e sai a Rodrigues, com uma cara de alívio estampada no rosto. Eu inspiro fundo, olho para o professor que sorri para mim e diz:
- Estás pronta? – depois aponta para os meus colegas e ordena – Vocês os três vêm também assistir! 
Antes de entrar na sala só tenho tempo de olhar para a menina e dizer:
- Vais adorar o Conservatório!
Ela sorri, eu sorrio e sou invadida pela luz da enorme divisão que espera incessantemente o som das cordas da minha guitarra.

Camila Gonçalves




quinta-feira, 6 de abril de 2017





O CLUBE DE JORNALISMO DESEJA A TODOS 
UMAS BOAS FÉRIAS DE PÁSCOA!

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

As nossas funcionárias… poderíamos viver sem elas?

Clube de Jornalismo: D. Cláudia, conte-nos como começa o seu dia aqui na Cristina Torres.

D. Cláudia: A primeira coisa que faço quando começa o meu dia é ir buscar as chaves das salas, depois ajudo os alunos naquilo que precisarem e depois, quando está toda a gente nas aulas, começo a tratar das limpezas.
CJ: Os alunos não têm noção do lixo que se acumula porque as funcionárias andam sempre atrás deles para deixar tudo com uma boa apresentação. O que é que aconteceria se passasse um único dia sem limpar?
D. Cláudia: Se eu ficasse um dia sem limpar?! (risos) No dia a seguir era papéis, garrafas de água, cabelos, mau cheiro na casa de banho, por exemplo, na dos rapazes, que é a que eu limpo… Portanto, um dia sem limpar ia ser complicado! 
CJ: Se tivesse de escolher o aspeto de que gosta mais no seu trabalho, qual escolheria?
D. Cláudia: Sem dúvida, a boa relação que tenho com a maioria dos alunos.
CJ: Alguma vez foi tratada de uma maneira, enfim, mais desagradável?
D. Cláudia: Fui, mas não pelos alunos daqui (pavilhão B). Os alunos mais novos, que vêm para cá na última semana de aulas, revelam alguma falta de boas maneiras.
CJ: Terminamos por aqui a nossa pequena entrevista. Obrigada, D. Cláudia, pela sua simpatia e pela sua grande paciência connosco.
Lara Nascimento

terça-feira, 4 de abril de 2017

Desporto Escolar

O Clube de Jornalismo visita agora o maior projeto do AEFN, o Clube de Desporto Escolar.


Trata-se de um clube constituido por 9 grupos/equipas, em que participam como atletas 237 alunos e como juízes/árbitros 35 alunos. Tem como presidente o Diretor Maomede Cabrá, como coordenador o Professor Fernando Miranda e como subcoordenadora a Professora Alda Rodrigues.

Modalidades e professores responsáveis:

Atletismo/Ténis - Alda Rodrigues

Atletismo (2 grupos) - António Antunes

Basquetebol - Jacinto Silva

Natação - Fernando Miranda

Natação - Paulo Martins

Natação (2 grupos) - Lurdes Gil

Surf - Marco Nicola

Para além das atividades dos grupos/equipas, ao nível da atividade interna, o Desporto Escolar organiza o Corta Mato Escolar, o Atleta Completo, o Dia de Orientação e o Sarau da EPMA.

O Clube tem parceria com a Câmara Municipal para o transporte dos alunos e com a Junta de Freguesia de Alhadas, ao nível dos Recursos Humanos e Instalações.

Boa sorte para este fantástico projeto!




sábado, 1 de abril de 2017

LIVRO DO MÊS - ABRIL

A professora Isilda Marques colabora com o Clube de Jornalismo, apresentando o livro para o mês de abril: Em nome do pai, de Nuno Lobo Antunes.



Selecionei esta obra como uma das minhas favoritas porque a sua leitura foi para mim uma agradável descoberta. 
Em primeiro lugar, porque não conhecia os trabalhos anteriores do autor, exceto por algumas apreciações críticas e pela lista dos prémios que obteve com essas publicações. 
Em segundo lugar, despertou a minha curiosidade o destaque concedido a uma das personagens menos conhecidas da Bíblia: S. José. 

Começou logo por despertar a minha curiosidade a questão que surge na capa da obra: “Que Deus é este que toma a mulher de um homem honrado e nela deposita a sua semente?”. Intui uma visão diferente da tradicionalmente fornecida pela igreja católica relativamente ao inusitado da fecundação incorpórea da Virgem Maria e o conflito entre o homem apaixonado e um ser superior que impõe a sua vontade e lhe rouba a possibilidade de lutar pelo afeto exclusivo da mulher que ama, porque Deus tem armas que estão vedadas ao homem, um simples mortal. 

Logo na abertura, o narrador autodiegético confirma esta minha intuição ao afirmar que “Debaixo desta figueira, a cuja sombra me abrigo, um homem renunciou à vida por ter albergado a dúvida. Conheci esse homem, Judas Iscariote, e com ele partilhei a suspeita de sermos, na mão de Deus, como as bonecas a que as crianças dão voz.”. Afirmando-se inicialmente como crente, (“A minha arte aproxima-me de Deus meu Senhor, artífice de tudo o que existe.”), reinvidica o direito a exercer o livre arbítrio que distingue o homem dos outros elementos da criação, (“Preso às fronteiras do meu mundo, mas livre de nele viver e pensar, sou a gesta do Homem que Deus fez à sua semelhança, escravo também Ele da sua natureza, porque nada ou ninguém escapa ao que é, ou à sua condição.”). 

Este S. José profundamente humano, apaixonado, inseguro e intimamente revoltado, levanta outras problemáticas que ao longo dos anos têm marcado as vivências humanas: o amor-paixão, o ciúme, a paternidade e as diferentes formas que ela reveste. Face a um pai que condena o seu próprio filho ao sofrimento e à morte, S. José revela-se um verdadeiro pai “de criação” que partilha a dor daquele ser a quem ensinou a sua arte, mas cujo destino escapava à sua “asa” protetora. 

Em suma, mais do que um livro que se interroga e nos interroga sobre essa entidade a quem chamamos Deus, este livro é sobre o amor, sobre o ciúme, sobre as incertezas da vida humana. É também uma obra com uma qualidade e uma expressividade que nos cativa desde o primeiro instante e que dificilmente esqueceremos.

Isilda Marques

sexta-feira, 24 de março de 2017

Aplauso

Pedro Vicente, Diogo Aranha, Gabriel Cação, orientados pela professora Ana Luísa Ferreira, apresentaram-se no Concurso Municipal de Ideias do projeto Empreendorismo nas Escolas com um adaptador de lentes graduadas para instalar em capacete. A ideia é tão boa que o projeto foi selecionado. Parabéns à equipa e felicidades para a fase distrital! Aqui fica o aplauso dos professores.



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